Entre o céu e o inferno

Entre o céu e o inferno (04/01/2012)

Parte I

A linha entre o certo e o errado é tênue. Ser certo me parece tão confuso quanto ser errado. Vejo cada vez mais pessoas buscando, ou pregando, o “certismo”. Pedindo para que haja corretamente, que vá atrás do que é certo. Pois, paro e pergunto-me: O que é certo? Por isso comecei dizendo que é tênue. Ouvi uma vez que o certo vai da nossa crença, do que acreditamos. E essa crença nada mais é que a nossa verdade. Porem, uma verdade única, que cada ser tem. Ou seja, certo existe apenas do ponto de vista de quem vê (sim, eu utilizei um pleonasmo vicioso agora).

Exceto as leis sociais, faz-se acreditar, que verdade absoluta não há. Assim como o certo não há. Haja vista, o errado também não há, exceto perante as leis sociais (referindo-se a leis de um estado).

Com todas essas referendas conclusões, parto para ideia de que o certo e o errado podem existir ao mesmo momento, dependendo do ponto de vista de onde parte. E todos os pontos serão, em suma, verdadeiros. Entretanto, a grosso modo, discutir certo e errado é purissimamente banal e inútil.

Parte II

Ela chegou a mim e disse, filho (no caso eu), pequei, sou uma pessoa má. Eu, sem pensar no certo ou no errado logo disse. Acredite em você, sabes onde esta a verdade. Ela saiu correndo, chorando, contando a todos que havia perdido um grande amor. Tentou se desculpar, mas a culpa a perseguia. Nem Deus sabia qual era o seu pecado e por assim, durante anos, ela se condenará. Não viveste mais como uma mulher, praticamente vegetava. Tudo culpa de sua hipocrisia e ganancia. Mal sabia que a culpa não era dela. Que o verdadeiro pecador, mal sabia ela, estava a seus pés.

Ele, o pecador, desculpara a si, a ela e a todos que pudessem ter com ele cometido seus adultérios. Enquanto ela se sacrificava, ele trepava. Assim levaram essa vida, por tempos, ela lá e ele aqui.

Parte III

O céu é tão pequeno para nosso amor que tive que alugar um espaço no inferno. Na verdade, meus desejos não cabiam mais no céu. Todos as doçuras e baboseiras me cansaram. Tive que dar uma passada pelo inferno, logico que levaria meu amor. Nós precisávamos fuder diferente, estávamos cansados do “papai e mamãe”. Tínhamos que pensar algo novo, algo porco e sujo. Algo devastador e de má índole.

Parte IV

Pois bem, tentei não rir mas sabe que não consigo. Você é tão megera que me faz perder o significado. Onde esta agora, procrastinando? Traindo? Traindo seus próprios pensamentos, traindo o seu orgulho e a sua fé. Tudo por uma pica que não sei nem como é. Continue assim, achando que esta no céu, pois a sua índole esta na boca do inferno. Sejas castigada, mas não por mim. Eu nada posso contigo, pois já fui castigado, maltratado. Quem sabe até amaldiçoado. Pois bem, eu rio… hahaahahahah

Parte V

Como pode, depois de um olhar, alguns segundos.
Dois beijos, três abraços, uns trejeitos.
Um doce, uma pimenta.
Algumas horas, uma troca de olhares.
Um amor, um doce, uma amora.
Uma vida quietinha.
Quitandinha.
Parar, parar pro tempo e sorrir.
Olhar ao céu, caminhar, mais um beijo, de jeito e sorrir.
Continuar mais um pouco, sorrir.
Se perder, pensar, querer, desejar.
Como pode a vida.
Em poucos segundos, pouco tempo, tanto mudar.

Parte VI

Parti, criei, menti, meti. Devorei tanto tempo, me fiz de puto para achar umas putas. Prostitui meu tempo para tentar comer mais barato. Quem foi o filho da puta que veio me dizer o que é certo ou o que é errado. Quem foi o hipócrita que inventou o céu e o inferno? Fez para encher o cú de dinheiro? Fez para criar e contar história, para mim e tu chorar e rir. Se desentender, para não saber o que há entre o não e o sim. Quando existe uma pausa entre eles o que devo fazer, beijar? Pensar que o certo existe, que eu o faço, e o errado em demasia é de outrem me parece conversa pra Greco de Roma dormir, e se não entender, peço para que vá a puta que pariu e com licença se retire que quero ir dormir. Falar que sou o bom, que sou foda é fácil. Falar que a porra da outra buceta é feia é fácil. Quero ver olhar pra sua e dizer, com toda a sincera, puta merda… é feia mesmo. Mascarar a vida é viver em conto de fraldas, ou fadas, e não enxergar a realidade. Enquanto você lamenta, pessoas trabalham, enquanto você come putas, pessoas trabalham. Não queira ser um rockstar para ser “o da moda”. Use verde, amarelo ou rosa porque ama. Só meta em alguém que você ama. Seja demagogo como eu, aconselhe seus próprios conselhos, depois cuspa neles e limpe com veja multi usos, sempre resolve. O céu é o seu inferno e vice versa. Nada estará bom se você não estiver. A vida vive dentro de sua cabeça, as soluções, as ideias, as pertinências, as crenças, vivem em você. As decisões, as putas, o céu, o inferno, o Jesus, o ateu, o ego, vivem dentro de você. Você é o que é onde estiver, seja céu ou inferno, você é quem faz eles. Agora, por favor, suma daqui, que quero descansar. Amem.

Posted on Janeiro 8, 2012, in Amor, Ódio, Experimental, Poesias e Textos, Um pouco ácido and tagged . Bookmark the permalink. 1 Comentário.

  1. “Como pode, depois de um olhar, alguns segundos.
    Dois beijos, três abraços, uns trejeitos.
    Um doce, uma pimenta.
    Algumas horas, uma troca de olhares.
    Um amor, um doce, uma amora.
    Uma vida quietinha.
    Quitandinha.
    Parar, parar pro tempo e sorrir.
    Olhar ao céu, caminhar, mais um beijo, de jeito e sorrir.
    Continuar mais um pouco, sorrir.
    Se perder, pensar, querer, desejar.
    Como pode a vida.
    Em poucos segundos, pouco tempo, tanto mudar.”

    Identifiquei-me demasiado com este bocado. Bom blog, parabéns.
    http://choseimmaterielle.wordpress.com/

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